sexta-feira, 18 de março de 2016

Morre o ex-ministro alemão Guido Westerwelle

Ministro das Relações Exteriores da Alemanhã, Guido Westerwelle (Foto: AFP)Ministro das Relações Exteriores da Alemanhã, Guido Westerwelle (Foto: AFP)
O ex-ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, que foi o primeiro membro de um governo alemão a tornar pública sua homossexualidade em 2004, morreu nesta sexta-feira aos 54 anos, como consequência de uma leucemia, anunciou sua fundação.
"Estamos de luto por nosso chefe Guido Westerwelle. Morreu em 18 de março de 2016, como consequência de seu tratamento contra a leucemia", indicou a organização beneficente em sua página do Facebook.
Ex-dirigente do Partido Liberal e advogado de profissão, Westerwelle foi ministro das Relações Exteriores do segundo gabinete da atual chefe de governo conservadora Angela Merkel entre 2009 e 2013.
Leucemia
Em 2015, sua fundação anunciou que sofria de "uma forma aguda de leucemia" e que estava sob "tratamento médico visando uma total recuperação".
No último inverno publicou um livro no qual relatava sua doença. "Claro que quero seguir vivendo", declarou em novembro ao semanário Der Spiegel.
Westerwelle, que tinha desde 2010 um contrato de união civil com seu companheiro, o empresário Michael Mronz, tornou pública sua homossexualidade em 2004, durante um banquete pelos 50 anos de Merkel.
Membro do Partido Liberal, foi designado chefe da diplomacia alemã sem ter experiência no tema, depois de ter impulsionado o renascimento de seu partido político, em 2009, com cerca de 15% dos votos, e se impôs como sócio governamental da CDU de Merkel.
Sua gestão à frente do ministério das Relações Exteriores deu lugar a muitas críticas na Alemanha. Seus opositores afirmavam que não dominava os temas com os quais precisava lidar.
Durante os últimos anos na pasta se ocupou da crise política na Ucrânia que culminou em fevereiro de 2014 com a fuga do presidente Viktor Yanukovich.

Manifestantes fazem protestos contra o governo Dilma pelo país

Manifestantes realizam nesta sexta-feira (18) protestos contra o governo Dilma Rousseff em cidades de ao menos quatro estados do país: MT, MS, SC e RS.
Há também manifestações em apoio ao governo em quatro estados: AL, CE, PA, PB, RO.
Veja os atos nas principais cidades:

ALAGOAS
Manifestantes contra a presidente Dilma Rousseff permanecem acampados na manhã desta sexta-feira (18) em vigília no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O ato é contra o governo e em repúdio à posse do ex-presidente Lula (PT) como Ministro da Casa Civil.
Fila se formou na BR-364, em Sapezal, durante protesto (Foto: João Ricardo Lazzeris/ Arquivo pessoal)Fila se formou na BR-364, em Sapezal
(Foto: João Ricardo Lazzeris/ Arquivo pessoal)
MATO GROSSO
Caminhoneiros e produtores rurais bloqueiam trechos da BR-163 e da BR-364 nos municípios de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sapenzal.
Os manifestantes dizem protestar contra o governo federal e, principalmente, contra a nomeação do ex-presidente da República, Luiz Inácio da Silva, como chefe da Casa Civil, nesta quinta-feira (17).

MATO GROSSO DO SUL
Cerca de dez pessoas, segundo os manifestantes, seguem acampadas em Campo Grande desde a noite de quinta-feira (17). Elas estão no canteiro central da avenida em frente ao Ministério Público Federal (MPF).
Manifestantes pedem para comerciantes baixarem as portas em protesto (Foto: Graziela Rezende)Manifestantes pedem para comerciantes baixarem
as portas em protesto (Foto: Graziela Rezende)
A Polícia Militar (PM) não informou quantas pessoas estão presentes no protesto. Equipados com barracas e empunhando bandeiras do Brasil e faixas de protesto contra o governo federal, os manifestantes prometem se revezar para permanecer o máximo de tempo possível no local.
Na região central de Campo Grande, os comerciantes baixaram as portas por 1 hora em protesto contra a crise política do país.
PARANÁ
Pelo terceiro dia consecutivo, manifestantes contrários à nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil fazem um protesto em frente à sede da Justiça Federal, em Curitiba.
RIO GRANDE DO SUL
Em Porto Alegre, manifestantes favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff passaram a madrugada desta sexta-feira (18) acampados na Avenida Goethe. Eles chegaram na noite de quinta-feira (17), após um ato contra o governo federal, e até as 12h desta sexta, 12 pessoas ainda permaneciam no local.

SANTA CATARINA
Em Blumenau, no Vale do Itajaí, cerca de 600 pessoas, segundo a Polícia Militar, protestaram nesta sexta-feira (18) contra a posse de Lula como ministro da Casa Civil no governo da presidente Dilma. O número estimado de participantes não foi informado pelos manifestantes.
SÃO PAULO
Em São Paulo, dois carros blindados da Tropa de Choque da Polícia Militar chegaram à Avenida Paulista às 8h30 desta sexta-feira (18) para retirar cerca de 30 manifestantes contrários ao governo Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que insistiam em permanecer na via, que estava interditada havia 39 horas. Foi a primeira vez que a PM usou um blindado com jato d'água para dispersar protesto.
Em São José dos Campos, trabalhadores protestaram no início da manhã sexta-feira (18) contra o governo federal e pediram novas eleições no país. Por conta do ato, o trânsito na avenida General Motors, marginal da Dutra, ficou interditado por cerca de uma hora
Soldados da Tropa de Choque retiraram os manifestantes que permaneciam ocupando a Avenida Paulista, na região central de São Paulo (Foto: Felipe Rau/ Estadão Conteúdo)Soldados da Tropa de Choque retiraram os manifestantes que permaneciam ocupando a Avenida Paulista, na região central de São Paulo (Foto: Felipe Rau/ Estadão Conteúdo)